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A ata da reunião do Copom nº 279, divulgada em 17/06/2026, registra que a taxa Selic foi mantida em 14,25% ao ano após a decisão de redução. O Comitê destacou que o cenário externo continua incerto, sobretudo pelos desdobramentos dos conflitos armados no Oriente Médio e pelas incertezas sobre a política econômica dos Estados Unidos, o que exige cautela para economias emergentes.
No âmbito doméstico, a atividade econômica acelerou no primeiro trimestre, com setores cíclicos retomando relevância e o mercado de trabalho apresentando sinais de resiliência. Contudo, a inflação cheia e suas medidas subjacentes avançaram, ficando acima do limite superior da meta. As expectativas de inflação colhidas pela pesquisa Focus permanecem elevadas, em 5,30% para 2026 e 4,10% para 2027, enquanto a projeção do Copom para o quarto trimestre de 2027 é de 3,7%.
A ata enfatiza que os riscos para a inflação são assimétricos e tendem a ser altistas. Entre os fatores de alta estão a desancoragem das expectativas, a resiliência da inflação de serviços e a possibilidade de uma taxa de câmbio mais depreciada. Por outro lado, riscos de baixa incluem desaceleração mais acentuada da atividade e queda nos preços das commodities. O Comitê ressalta que o prolongado período de juros restritivos já gerou evidências de transmissão da política monetária, como a desaceleração do saldo de crédito, especialmente de créditos livres.
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Diante desse panorama, o Copom reafirma seu compromisso com a convergência da inflação à meta, indicando que a política monetária deverá permanecer contracionista por mais tempo, com possibilidade de elevação da taxa neutra caso as pressões inflacionárias persistam. A comunicação destaca a necessidade de políticas fiscal e monetária previsíveis, críveis e anticíclicas para sustentar a desinflação com menor custo ao crescimento.
Fonte oficial: Banco Central do Brasil · Consultar publicação original