Na plataforma
Transforme esta leitura em monitoramento contínuo. Crie monitores por tema, órgão ou entidade e receba alertas quando algo novo aparecer.
Na edição atual, o Atlas estruturou 3.201 publicações de 45 órgãos.
A Autoridade Portuária de Santos S.A. (APS) e o Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), celebraram em 14 de julho de 2026 o Termo de Compromisso nº 1/2026, publicado no Diário Oficial da União em 28 de julho. O acordo disciplina a governança, o fluxo de informações e os mecanismos de acompanhamento, controle e validação dos desembolsos do aporte federal destinado à Concessão Patrocinada do Sistema de Interligação do Túnel Imerso Santos-Guarujá.
O termo tem vigência de seis anos e estabelece o valor de R$ 5.137.228.571,81, referido à data-base de março de 2025 e sujeito a atualização monetária. O instrumento foi autorizado pela Diretoria Executiva da APS em sua 2.622ª Reunião Ordinária, realizada em 8 de julho de 2026, com base no Parecer SUJUD-GEJUR/45.2026. Assinaram o documento Julio Cezar Alves de Oliveira, Diretor-Presidente Interino e Diretor de Administração e Finanças da APS, e Rafael Antônio Cren Benini, Secretário de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo.
O acordo ganha relevância no contexto das tratativas entre União e Estado diante do Tribunal de Contas da União (TCU). Em março de 2026, o TCU havia imposto medida cautelar que impedia o repasse de recursos federais para o túnel, estimados em cerca de R$ 2,6 bilhões, devido à ausência de um instrumento formal de governança. Segundo reportagem do Infomoney, o TCU revogou a cautelar em maio de 2026 após avanços na estrutura de governança, mas condicionou a liberação efetiva dos recursos à formalização de um instrumento jurídico que regulasse o controle do aporte federal — justamente o tipo de instrumento agora celebrado.
O Túnel Imerso Santos-Guarujá é uma parceria público-privada (PPP) na modalidade de concessão patrocinada, com investimento total estimado em cerca de R$ 6,8 bilhões. O leilão da concessão foi realizado em setembro de 2025 e a vencedora foi a Mota-Engil, que assinou contrato de 30 anos em janeiro de 2026 para construção, operação e manutenção da obra, segundo reportagens publicadas na imprensa. O aporte público total é de aproximadamente R$ 5,1 bilhões a R$ 5,2 bilhões, divididos entre União e Estado de São Paulo, complementado por cerca de R$ 1,6 bilhão da iniciativa privada.
Os destaques das fontes oficiais, toda semana no seu email.
Inscrição imediata, com email de confirmação. Cancele quando quiser, com um clique.
Sua inscrição começa imediatamente. Também enviamos um email de confirmação, com um link para cancelar caso não tenha sido você.
A obra é considerada estratégica para a mobilidade da Baixada Santista, com potencial de reduzir o tempo de travessia entre Santos e Guarujá de horas para minutos e impulsionar a economia regional e a logística do Porto de Santos.
Fonte oficial: Diário Oficial da União · Consultar publicação original