ANM autoriza desinterdição parcial da Mina Gongo Soco para disposição de rejeitos da Barragem Sul Superior
A Superintendência da Agência Nacional de Mineração (ANM), por meio do despacho da Relação 28/2026 assinado por Fernando Alves Drummond de Oliveira, autoriza, em 2026, a desinterdição parcial da Mina de Gongo Soco. A medida permite à Vale S.A. realizar atividades de disposição de rejeitos provenientes da descaracterização da Barragem Sul Superior (BSS) e intervenções necessárias à manutenção da cava, mantendo interditas as áreas incompatíveis com o Programa de Monitoramento Geotécnico vigente.
A autorização está condicionada a cinco requisitos principais: (i) manutenção de lâmina máxima de água de 2,0 m no sump da cava; (ii) observância integral do Plano de Segurança Geotécnica e suas revisões; (iii) preservação das áreas de exclusão definidas pelos estudos de run‑out atualizados; (iv) adoção permanente dos protocolos de monitoramento, evacuação e controle operacional previstos nos TARPs; e (v) execução das medidas operacionais e de alteamento do acesso ao fundo da cava indicadas pela fiscalização da ANM.
Essas condições visam garantir a segurança geotécnica da cava durante a disposição controlada dos rejeitos, bem como assegurar que as operações não comprometam a estabilidade da estrutura da mina. A medida também busca viabilizar a conclusão da descaracterização da BSS, reduzindo riscos ambientais associados ao armazenamento de rejeitos.
Fonte oficial: Diário Oficial da União (ver publicação)