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O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) decidiu, em 18 de junho de 2026, extinguir o contrato de concessão florestal nº 2/2014 firmado com a Samise Indústria, Comércio e Exportação Ltda. A Decisão Administrativa SFB nº 2 foi publicada no Diário Oficial da União em 22 de junho de 2026.
A decisão indeferiu integralmente os pedidos de defesa prévia da empresa e acatou os argumentos da Comissão de Apuração nº 36/2026/CGMAF/DCM/SFB. Como sanções, determinou a extinção total do contrato, a aplicação de quatro advertências e multa de R$ 201.685,15 — equivalente a 5% do Valor de Referência do Contrato.
A extinção foi fundamentada no descumprimento reiterado dos indicadores da proposta técnica previstos na Cláusula 12 e na inexecução parcial do contrato, nos termos do art. 45 da Lei nº 11.284/2006. Também foram constatados descumprimentos da Subcláusula 10.1, da Cláusula 13, da Subcláusula 20.3, da Cláusula 26 e da Cláusula 27. As quatro advertências referem-se a: falhas relevantes na proteção da Unidade de Manejo Florestal (UMF) 1B; não atendimento reiterado das notificações do SFB; cumprimento intempestivo da Auditoria Florestal Independente; e descumprimento do sistema de monitoramento da cadeia de custódia. A multa foi aplicada por não execução do Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) conforme o documento aprovado pelo órgão licenciador.
Segundo nota do SFB, a concessão abrangia a UMF 1B, Lote Sul, da Floresta Nacional de Saracá-Taquera, no Pará, em uma área de cerca de 59.408 hectares. O contrato havia sido assinado em março de 2014 e teria duração de 40 anos.
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A empresa foi intimada a interpor recurso administrativo no prazo de dez dias, contados da ciência da decisão. O recurso deve ser encaminhado ao Diretor-Geral do SFB — Garo Joseph Batmanian, signatário da decisão — e, caso não haja reconsideração, o processo será remetido ao Conselho Diretor do SFB, conforme a Lei nº 9.784/1999.
A medida ocorre em um contexto de escrutínio externo sobre a concessionária. Reportagens citam investigação da ONG britânica EarthSight sobre suposto fornecimento de madeira ilegal da Amazônia ao mercado europeu, com menção à Samise, e indicam que a certificação da empresa pelo Forest Stewardship Council (FSC) teria sido cancelada em março de 2026. De acordo com reportagem do InfoMoney, a ONG também menciona outras multas anteriores e pendências relacionadas à operação da empresa. O teor das reportagens não altera o conteúdo formal da decisão do SFB, que poderá ser reformada em recurso administrativo.
Fonte oficial: Diário Oficial da União · Consultar publicação original